sexta-feira, 3 de julho de 2026

Indústria brasileira interrompe sequência de alta e recua 0,2% em maio

Foto Ascom Sudene
A produção da indústria brasileira recuou 0,2% na passagem de abril para maio. O resultado interrompeu uma sequência de quatro meses de crescimento e representou a primeira queda desde dezembro de 2025, quando o setor havia registrado retração de 1,9%.

Na comparação com maio do ano passado, a atividade industrial apresentou expansão de 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço chegou a 0,4%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, aponta que o desempenho ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,3%.
DESEMPENHO

Nos últimos seis meses, a produção industrial registrou os seguintes resultados: maio (-0,2%), abril (+0,7%), março (+0,3%), fevereiro (+1,1%), janeiro (+2,2%) e dezembro de 2025 (-1,9%).

Com o desempenho de maio, a indústria permanece 4,5% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Mesmo assim, o setor ainda está 13% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.
QUEDA

Entre abril e maio, os maiores impactos negativos vieram dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuaram 6,1%, e das indústrias extrativas, com queda de 2,6%. Ambos interromperam cinco meses consecutivos de crescimento.

Nos combustíveis, álcool etílico e gasolina responderam pelas principais perdas. Na atividade extrativa, a redução foi puxada pela menor produção de minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural.

A fabricação de produtos alimentícios também apresentou retração de 1,3%.
AVANÇOS

Em sentido contrário, os destaques positivos ficaram com os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que cresceram 13,1%, os veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 4,1%, e os produtos químicos, que avançaram 3,1%.

O segmento automobilístico completou o quinto mês seguido de crescimento, impulsionado pelo aumento da produção de automóveis, caminhões e autopeças.

Entre as quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis registraram resultado positivo, com alta de 3,6%.

Já os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,3%, os intermediários caíram 0,4% e os de capital tiveram retração de 0,2%.

Com informações da Agência Brasil.q