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| Foto Luana Severo |
O homem que dormiu por cima da bebê de 10 meses que morreu asfixiada em Fortaleza e o primo dele, que é namorado da mãe da criança, foram soltos nesta terça-feira (21), após a decisão da Justiça do Ceará.
A morte da criança ocorreu no dia 13 de julho, no Bairro Dionísio Torres, enquanto a menina dormia em um dos quartos do apartamento onde os homens estavam. No mesmo dia, os dois suspeitos foram presos. O laudo aponta que a criança morreu por asfixia, em consequência de o homem ter dormido sobre a bebê. Ele e a mãe da menina foram indiciados.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado (TJCE), a soltura de Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos e Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, namorado da mãe da vítima, ocorreu em deferimento ao pedido do Ministério Público, que solicitou a revogação das prisões preventivas dos dois homens, "diante da ausência, no momento, dos requisitos legais para a manutenção da prisão cautelar".
Ainda conforme o TJCE, nesta segunda-feira (20) o processo sobre a morte da menina foi redistribuído para a Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Fortaleza.
"O processo tramita sob segredo de justiça. Em razão das restrições legais, não é possível divulgar outras informações", disse o Tribunal de Justiça.
A advogada Gleicy Kelly Leitão, responsonsável pela defesa de Francisco Ray, fez um publicação nas redes sociais comemorando a soltura do cliente e do primo dele.
"Hoje os dois saíram pela porta da frente, após uma acusação gravíssima de violência sexual contra uma bebê, ficou comprovado que não houve o crime sexual. Francisco Ray deixa o caso inocentado. Já Levy, responderá por homicídio culposo, em razão dos elementos apurados na investigação", publicou a advogada Gleicy Kelly Leitão.
Na mesma publicação, a advogada ainda criticou a condução da acusação contra Ray e Levy, que inicialmente foram apontados como autores de violência sexual contra a criança, o que foi descartado pela perícia.
"Que este caso sirva de reflexão sobre os riscos dos julgamentos precipitados e a importância de aguardar a conclusão das investigações", publicou a advogada.
Com informações do G1 Ceará.
