quarta-feira, 22 de julho de 2026

Estudante do Ceará conquista a melhor nota do mundo na Olimpíada Internacional de Economia

Foto Arquivo pessoal
Um estudante do Ceará conquistou a nota mais alta do mundo na Olimpíada Internacional de Economia (IEO) deste ano, realizada na cidade de Shenzhen, na China. A 9ª edição foi aplicada entre os dias 12 e 20 de julho e contou com a participação de mais de 260 representantes de países como Estados Unidos, Suíça, Japão, China, Hong Kong e Singapura. 

Aluno do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Farias Brito, em Fortaleza, o jovem Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, ganhou medalha de ouro e ficou em primeiro no ranking, com 199,469 pontos. Ele foi um dos cinco brasileiros a participar da Olimpíada.

Além do título de vencedor geral, Arthur também integrou a equipe vencedora do “Business Case”, etapa em que os participantes da Olimpíada precisam oferecer soluções para um problema econômico ou empresarial.

Poucos dias antes, o adolescente também havia conquistado a medalha de prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada na Colômbia.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, ele contou que começou a participar de competições estudantis muito cedo, no 3º ano do Ensino Fundamental, incentivado principalmente pelo pai, Osvaldo.

O período coincidiu com o momento em que a família de Arthur mudou de São Paulo, onde ele nasceu, para o Ceará, terra de sua família materna.

“Meu pai trabalhava com a bolsa de valores, com o mercado de ações, e sempre estava muito envolvido com essa área de exatas e de economia. Por causa disso, ele acabou descobrindo o mundo das olimpíadas e me mostrou”, conta.

Junto a Osvaldo, ele fazia provas antigas das competições para treinar e, sempre que estava perto de competir em alguma olimpíada, dedicava uma hora a mais de estudo após a lição de casa para resolver questões. Por dividir a atividade com o pai, Arthur conta que achava tudo divertido e nem sentia o peso da competição.

“Acho que isso foi uma coisa que me fez ver que essas provas não precisavam ser um estudo chato, uma atividade exaustiva, podia ser uma diversão. Por isso que, quando eu tenho que passar muito tempo estudando, me esforçando muito para alguma coisa, não vejo isso como algo exaustivo”, afirma.

Com informações do Diário do Nordeste.