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| Foto: Kid Jr. |
Ao contrário do imaginário popular, achar petróleo no quintal de casa só trouxe “dor de cabeça” para o agricultor Sidrônio Moreira e a família, moradores da zona rural de Tabuleiro do Norte. O objetivo era encontrar água, mas o que restou até agora foi uma dívida de R$ 25 mil devido a empréstimos feitos ao longo do processo de busca pelo recurso.
A primeira parcela desse valor, avaliada em pouco mais de R$ 1.000, será cobrada em setembro. No entanto, a família, cuja única renda vem das aposentadorias do seu Sidrônio e da esposa, ainda não sabe como irá pagar a quantia. O agricultor já cogita, inclusive, vender os únicos cinco novilhos restantes de sua criação.
O caso teve início em novembro de 2024, após seu Sidrônio perfurar dois poços artesianos em busca de recursos para irrigar a plantação e alimentar os animais do Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte.
Na época, o agricultor precisou fazer um empréstimo bancário de R$ 15 mil para contratar um serviço de perfuração de poço, e a esposa, Maria Luciene, alimentada pela esperança da água, fez um empréstimo de R$ 10 mil pouco tempo antes, com o objetivo de renovar o rebanho.
No entanto, em vez de água, do chão brotou o líquido escuro. Sem o recurso desejado, a família não pode recorrer à produtividade do terreno como fonte de renda e aguarda orientações da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) sobre como proceder com o terreno desde março deste ano, uma vez que perfurações indevidas podem resultar na contaminação de lençois freáticos.
Com informações do Diário do Nordeste.
