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| Foto Diário do Nordeste |
O simples desejo de plantar frutas para consumo próprio em uma casa de praia em Trairi, na Região Metropolitana de Fortaleza, trouxe uma reviravolta à vida de Simone Camargo.
"Não tinha como plantar nada. Era uma terra muito degradada, muito ácida, devido ao uso da monocultura. Era uma antiga fazenda de algodão na década de 1970. Depois passou a ser uma monocultura de caju. E, por ser muito próximo ao mar, era um solo degradado, um solo de duna", lembra.
A paisagista precisou então adotar técnicas de agroecologia para revitalizar o solo e tornar o ambiente fértil. Uma década depois, a pequena produção se expandiu e se consolidou como a Fazenda Coringa, de 39 hectares.
Entre os itens produzidos, estão banana, cacau, açaí, abacaxi e coco seco — diferentemente das monoculturas da região, que investem na produção massiva de coco fresco. Os frutos atendem às famílias dos sete envolvidos na produção, garantindo a segurança alimentar.
"Eu sofria muito com a falta de alimentos frescos. Tudo vinha de Fortaleza, então o alimento chegava quase danificado. Então começou como um projeto pequeno para o meu consumo, aí foi escalando e, com a entrada da agrofloresta, tomou uma capacidade de produção muito maior do que eu imaginava", comenta.
Com informações do Diário do Nordeste.
