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| Foto Kid Junior. |
Depois de perfurar o quintal de casa em busca de água e achar petróleo, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte, o agricultor Sidrônio Moreira, 63, viu a vida ser tomada por um mar de incertezas.
Sem o recurso desejado, ele aguarda orientações da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) sobre como proceder com o terreno desde março deste ano, uma vez que perfurações indevidas podem resultar na contaminação de lençois freáticos.
Outra questão que gera dúvidas é a viabilidade econômica do petróleo. Atualmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda a possibilidade de extração do líquido na área, mas não há prazo para a conclusão dessa avaliação técnica nem garantia de que o recurso será comercializado.
Além disso, mesmo havendo a exploração, o material não pertence a seu Sidrônio: pela Constituição Federal e pela Lei do Petróleo (Lei n° 9.478/1997), os recursos do subsolo pertencem à União. Assim, caso haja atividade comercial, o agricultor pode receber entre 0,5% e 1% do valor da produção.
Com um futuro incerto, seu Sidrônio, a esposa e os dois filhos, que residem na propriedade, acumulam R$ 25 mil em dívidas devido a empréstimos feitos ao longo do processo de busca por água.
A primeira parcela desse valor será cobrada em setembro, e a família, cuja única renda vem das aposentadorias do casal, ainda não sabe como irá pagar a quantia. O agricultor já cogita, inclusive, vender os únicos cinco novilhos restantes de sua criação.
Caso houvesse água, a produção mensal do terreno poderia chegar a pouco mais de R$ 2 mil, segundo estimativa de Sidnei Moreira, filho de seu Sidrônio.
Com informações do Diário do Nordeste.
