
A fábrica de autopeças Magnésio do Nordeste, com investimento de R$ 300 milhões e perspectiva de geração de 300 a 500 empregos para Quixeramobim (186,48 km de Fortaleza), será uma das fornecedoras da Planta Automotiva do Ceará (Pace), Horizonte (40,35 km), e já tem outros clientes previstos em outros polos nacionais. Foto Aurélio Alves
As informações foram divulgadas pelo prefeito quixeramobinense, Cirilo Pimenta (PSB), durante a visita do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às obras da Transnordestina no Município, que ocorreu na quinta-feira, 2 de julho.
Segundo ele, os recursos para a fábrica já começaram a ser transferidos da matriz dos Estados Unidos e a Magnésio pretende iniciar os trabalhos no terreno em até 60 dias.
A indústria cujo representante é o empresário português Antônio Pinheiro Teixeira, mas tem caital de investidores norte-americanos e europeus, será a primeira do Brasil a produzir peças para automóveis a base de magnésio e ficará alocada dentro da cidade, onde foram desapropriados 18 hectares, o que equivale a cerca de 25 campos de futebol.
Já a Pace é uma marca da montadora Comexport, que fechou contrato de R$ 400 milhões com a General Motors (GM) para montar veículos que a norte-americana tem em parceria com a Shanghai Automotive Industry Corporation (Saic Motor).
Assim, no terreno do Polo Automotivo do Ceará em Horizonte, a Pace atua onde ficava a Troller, fechada em 2021 com a saída da Ford. Já estão sendo montados os carros da GM, o Chevrolet Spark EUV e o Chevrolet Captiva EV.
Ambos são 100% elétricos e produzidos no sistema SKD, que significa Semi Knocked Down (ou parcialmente desmontado), cujo kit dos veículos é exportado parcialmente montado, em grandes conjuntos ou módulos, e a finalização é realizada no Estado.
E a partir de outubro, a Saic Motor, agora sem parceria com a GM, mas com a marca própria Morris Garages (MG Motor), passará a montar o MG4 Urban e o MG S5, também elétricos e nos mesmos moldes SKD. O investimento também é de R$ 400 milhões.
Tanto GM quando MG saem escapando, por meio de cota, dos 35% de imposto de importação que passaram a valer em julho, por finalizarem os veículos em solo brasileiro.
Em suma, o sistema possui uma cota isenta de imposto de US$ 463 milhões, mas passam a pagar os 35% caso ultrapasse esse volume ou após o fim da validade do benefício.
Com informações do O Povo.