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| Foto Bella Giselly Torres Alves/Arquivo Pessoal)a |
A empresa inovadora cearense Biotech4Life Soluções, de tecnologia circular para agricultura de alta performance, é uma das finalistas em um concurso internacional de inovação no agronegócio.
O prêmio é promovido pela World Food Prize Foudation, a mesma que homenageia cientistas com o equivalente ao "Nobel da Agricultura", que em 2025 homenageou a engenheira agrônoma brasileira Mariângela Hungria. Escolha do vencedor será realizada em congresso internacional no estado de Iowa, nos Estados Unidos, em 21 de outubro.
A Biotech4Life é a única empresa brasileira entre as dez finalistas, de mais de 1.500 empresas inscritas. Três devem ser escolhidas para comparecerem ao evento nos EUA. Além da análise dos juízes do prêmio, há uma votação popular disponível até 25 de julho no Facebook da World Food Prize Foudation.
O projeto cearense consiste em uma tecnologia que transforma resíduos da carcinicultura (cabeças e cascas de camarão) em um biofertilizante sustentável, capaz de aumentar a produtividade agrícola, melhorar a fertilidade do solo e reduzir o uso de fertilizantes químicos.
A startup nasceu há cinco anos dentro da Universidade Federal do Ceará (UFC) e é composta por quatro pesquisadoras cearenses.
Uma das fundadoras é a doutora em Biotecnologia Bella Giselly Torres Alves. Junto de outras três cientistas — a doutora em Biotecnologia Denise Hissa, a doutora em Microbiologia Vânia Melo e a doutora em Engenharia Química Cristiane Rabelo —, ela desenvolve o projeto, que já apresenta os primeiros resultados positivos em testes laboratoriais e em campo.
Com foco em economia circular, os resíduos da carcinicultura, como cabeças e cascas de camarão, são recuperados e transformados em um bioestimulante agrícola altamente eficiente.
Esse processo biotecnológico limpo ocorre em apenas 24 horas, eliminando passivos ambientais e criando um produto que reduz a dependência de fertilizantes químicos, explica Bella.
A pesquisa lembra ainda que a geração de descarte na industrialização do camarão se torna um passivo ambiental e a solução desenvolvida corrige essa questão, sendo relevante especialmente pelo fato de o Nordeste e o Ceará serem lideranças nacionais na produção de camarão.
Com informações do O Povo.
