quarta-feira, 17 de junho de 2026

Obras de construção do terminal logístico da Transnordestina são iniciadas

Foto Kid Júnior 
Foi assinada, nesta última terça-feira (16), a ordem de serviço que autorizou o início das obras do Terminal de Uso Privado (TUP), empreendimento da Nordeste Logística (Nelog), em parceria com a Companhia Siderúrgica Nacional. O projeto logístico vai ligar diretamente o Porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), aos trilhos da ferrovia Transnordestina.

Com investimento de R$ 1,3 bilhão, o terminal da Nelog será destinado para armazenagem e movimentação de cargas, ampliando a eficiência logística e fortalecendo a integração multimodal no Ceará. A expectativa é que o empreendimento gere cerca de mil empregos diretos durante a construção.

Esta fase de obras inclui uma ponte para descarga de minério e um viaduto ferroviário; além de uma moega ferroviária para a descarga de grãos. Está previsto ainda um ramal de cerca de 7,5 quilômetros. O investimento total é de aproximadamente R$ 3,6 bilhões.

Com início das operações projetado para 2028, a capacidade operacional a ser alcançada, gradualmente, é de 30 milhões de toneladas/ano de cargas como grãos, minérios, fertilizantes, carga geral e contêineres

Marco estratégico

A solenidade que marcou o início das obras contou com a presença do governador Elmano de Freitas, que destacou o projeto como uma etapa fundamental de uma das obras mais estratégicas da logística do Nordeste e do Brasil, a Transnordestina.

“Estamos transformando a logística do Brasil e o Porto do Pecém fazendo parte disso. Estamos construindo uma nova economia no Ceará, com mais oportunidade de emprego e trabalho, para beneficiar a vida do povo cearense”, defendeu o chefe do Executivo cearense.

O diretor-executivo da Companhia Siderúrgica Nacional, Tufi Daher, antecipou que o objetivo é ampliar a área do terminal logístico, que atualmente tem cerca de 84 hectares. “Não adiantava a gente fazer a ferrovia, chegar com ela até o final de 2027, e não ter um terminal para recepcionar os grãos do Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], o minério da região do Piauí, receber fertilizantes importados, carga geral”, acrescentou.

Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, ressaltou a chegada de diferentes investimentos privados no Ceará a partir da modernização da infraestrutura portuária. “O nosso papel é justamente atrair cada vez mais o investidor e conectar essas obras. Todo o nosso perímetro são 19 mil hectares. A gente tem uma capacidade de expansão muito significativa, que é outro diferencial nosso”, adiantou.

Com informações do Site Opinião CE.