sexta-feira, 19 de junho de 2026

Número de estudantes entre 15 e 17 anos que trabalham cai para menos de 5% no Ceará

Foto JL Rosa.
Nos últimos dez anos, o percentual de estudantes cearenses de 15 a 17 anos que tem alguma forma de ocupação caiu pela metade, segundo novos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (19).

Em 2016, cerca de 32 mil jovens nessa faixa etária trabalhavam para além do estudo, fossem de forma remunerada ou ajudando em algum negócio familiar. Já em 2025, esse quantitativo chegou a 16 mil. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025.

Em termos percentuais, o índice é o menor da série histórica analisada pelo IBGE, cujo recorde ocorreu em 2019, quando 10,1% dos jovens estavam ocupados no Estado.

As diretrizes do Ministério da Educação (MEC) e o Plano Nacional de Educação (PNE) determinam a idade de 15 a 17 anos para o ciclo ideal do Ensino Médio, que é de competência prioritária de Estados e do Distrito Federal.

No Ceará, esses números vinham caindo até terem um novo avanço em 2024, quando 23 mil adolescentes estavam na condição.

Naquele mesmo ano, o programa Pé-de-Meia era lançado oferecendo uma “poupança educacional” a estudantes de baixa renda matriculados no Ensino Médio público para estimular a permanência dos jovens na escola até a conclusão.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), à época, o principal objetivo era justamente reduzir a proporção de adolescentes de 15 a 17 anos que conciliam estudo e trabalho, ajudando assim a “compensar” parte da renda que muitas famílias esperam obter com a entrada precoce dos jovens no mercado de trabalho.

Dessa forma, estudantes que antes precisariam trabalhar para complementar o orçamento doméstico têm mais condições para dedicar mais tempo à escola, podendo favorecer a permanência nos estudos e diminuir a necessidade de ocupação nessa faixa etária.

Um estudo publicado em março deste ano avaliou que o pagamento do Pé-de-Meia poderá tornar o Ceará o estado com a menor evasão escolar do País, especialmente entre estudantes pertencentes a famílias vulneráveis.

A PNAD Educação não estabeleceu essa relação diretamente. O levantamento apenas investiga trimestralmente, em seu Questionário Básico, informações sobre as características básicas de educação para as pessoas de 5 anos ou mais de idade.

Com informações do Diário do Nordeste