domingo, 14 de junho de 2026

Mercado da nostalgia movimenta bilhões e tem brinquedos de até R$ 7 mil em Fortaleza

Foto Thiago Gadelha 
O mercado de brinquedos no Brasil deixou de ser exclusividade das crianças para se tornar um porto seguro emocional para adultos. Em 2025, todo o setor movimentou R$ 10,3 bilhões.

Dentro desse montante, o fenômeno "Kidult" - pessoas que mantêm hábitos, consomem produtos ou cultivam hobbies tradicionalmente associados ao universo infantil - já responde por 15%, injetando cerca de R$ 1,5 bilhão na economia nacional. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).

No cenário nacional de brinquedos, o Ceará é o 14° no ranking com uma participação de 1,53% nas vendas totais em 2025, o que representa uma queda em comparação aos 2,13% registrados em 2024.

Quando se olha apenas para o Nordeste, a região detém 15% do consumo do País. Nesse contexto, o Estado é o terceiro maior mercado.

Em Fortaleza, esse movimento reflete uma tendência global. De acordo com especialistas, isso ocorre porque a percepção do mundo em colapso faz com que o passado vire um ativo financeiro resiliente, capaz de sustentar desde lojas de nicho em shopping até estratégias de sobrevivência de gigantes da indústria.

Em termos de infraestrutura produtiva, o Ceará abriga 0,27% das unidades industriais do setor no Brasil, com uma atuação modesta no comércio exterior, respondendo por apenas 0,01% das exportações e 0,11% das importações nacionais.

Apesar desses índices macroeconômicos, o Estado possui uma comunidade ativa de colecionadores que se organiza em grupos e eventos para troca de informações e peças.

Na Capital, esse nicho de nostalgia é alimentado por negócios como o Cantinho do Colecionador, que mantém um acervo de mais de 5 mil itens no Shopping Benfica.

Em grupos em redes sociais, há uma rede informal de "garimpo" desses itens, que, por vezes, aparecem em feiras tradicionais como as da Parangaba e Messejana.

Além disso, neste meio, serviços especializados de manutenção, conservação e restauração, como o tradicional Hospital do Brinquedo, são citados para dar "nova vida" a esse patrimônio afetivo

Com informações do Diário do Nordeste.