sábado, 13 de junho de 2026

Festejos de Santo Antônio abrem o ciclo junino em Iguatu e resgatam história secular

Foto Jornal A Praça 
O mês de junho transforma o cenário de Iguatu com o início do ciclo junino. Além das tradicionais festas desse período, o mês abre a temporada de fé e cultura popular. Uma das mais tradicionais acontece no bairro Santo Antônio. 

A festa religiosa faz o resgate da identidade da comunidade que se mobiliza em torno da devoção ao ‘santo casamenteiro’ e protetor dos pobres. O novenário é uma das festas mais esperadas por fiéis e devotos.

A história de devoção no bairro Santo Antônio está ligada à trajetória do médico e ex-prefeito por quatro mandatos Dr. Manoel Carlos de Gouvêa. Sergipano que desembarcou em Iguatu em 1920, o médico, um fervoroso devoto do santo, canalizou seus esforços para mobilizar a comunidade.

Dr. Gouvêa consagrou Santo Antônio como padroeiro de seu hospital, o Santo Antônio dos Pobres. Unidade de saúde e festas religiosas caminharam juntas ao longo dos 50 anos em que o médico atendeu a população local, transformando o bairro em um polo pioneiro de acolhimento social e fervor religioso. “Dr. Gouvêa retornando ao Ceará, vindo da Bahia com sua esposa Rosa, escolheu por acaso Iguatu como sua cidade de moradia e por aqui aportaram, depois de passar por Soure, como era chamado o município de Caucaia. Aqui construiu o hospital Santo Antônio dos pobres, tinha o projeto de construir uma capela, onde atualmente é a Policlínica que inclusive leva o nome dele. E no interior do hospital tinha uma bonita capela”, contou Michel Prudêncio, lembrando ainda que por conta do nome e tanta dedicação ao santo, o bairro que antes era chamado de Alto da Bonita passou a ser oficialmente Santo Antônio.

Com o passar do tempo, o hospital passou um tempo fechado. Atualmente funciona setores ligados à saúde do município e também do Estado. Todavia, a devoção ao santo não deixou de existir. 

As celebrações aconteciam nas casas, depois passou a ser realizada no Centro Pastoral Santo Antônio, ligado à paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, área pastoral que abrange o bairro. Há nove anos com o início da construção da capela, os novenários passaram a acontecer no local, onde atualmente vêm sendo realizados.

Com informações do Jornal A Praça.