sábado, 20 de junho de 2026

Feminicídios crescem 46% no Ceará neste ano; casos de violência contra a mulher também aumentam

Foto Redes sociais/Reprodução
Os casos de feminicídio e outros tipos de violência contra a mulher aumentaram no Ceará em 2026, na comparação com 2025. Nos cinco primeiros meses deste ano, foram 19 feminicídios e 10.926 casos enquadrados na Lei Maria da Penha.

Os feminicídios cresceram 46% entre janeiro e maio de 2026, quando comparados com igual período do ano passado (que teve 13 feminicídios). Já os casos de violência contra a mulher subiram 4,1%. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

Em 2026, o Ceará amargou casos exemplificadores das violências que as mulheres estão suscetíveis. Em Quixeramobim, a jovem Ana Clara teve uma mão decepada e a outra semimutilada pelo cunhado. Já em Deputado Irapuã Pinheiro, uma adolescente foi morta após ser assediada por um homem.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que realiza, por meio de suas vinculadas, ações de combate, prevenção, reforço no policiamento e acolhimento às vítimas de violência doméstica.

“Como ferramenta de enfrentamento a violência contra a mulher, as Forças de Segurança atuam diariamente para fortalecer a rede de atendimento, ampliar o acesso rápido aos serviços de proteção e o acompanhamento das vítimas”, destacou o órgão estadual.

A SSPDS destacou também que conta com duas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza e outras 11 unidades especializadas, na Região Metropolitana e no Interior. A delegacia de Tauá foi inaugurada em março deste ano e a unidade de Crateús será inaugurada neste sábado (20). Leia a nota da Secretaria na íntegra abaixo.

Conscientização social

Geórgia Oliveira Araújo, professora de direito da Universidade Regional do Cariri (Urca), explicou que os dados podem representar o aumento da violência, mas também da conscientização social sobre o que se configura como crime e violência de gênero.

“Então, a gente vê um processo de conscientização sobre a situação de violência, de que muitas mulheres passam a se reconhecer como vítimas de violência e que passam a buscar também os serviços de apoio à rede de proteção e de enfrentamento à violência de gênero”, comentou.

Com informações do G1 Ceará.