segunda-feira, 8 de junho de 2026

Em três décadas, Ceará teve apenas uma vice-governadora reeleita no cargo

Foto Fabiane de Paula.
Com a pré-candidatura a deputada estadual já anunciada, a atual vice-governadora Jade Romero (PT) mantém viva uma tradição entre ocupantes do cargo de deixarem a chapa de reeleição do governador.

Desde que a recondução para cargos do Executivo passou a ser permitida no Brasil, apenas uma vice-governadora manteve-se no posto em mandatos consecutivos no Ceará. Foi Izolda Cela (PSB), que integrou as duas chapas vitoriosas de Camilo Santana (PT), em 2014 e 2018.

O movimento de Jade ocorre sem ruptura política com o governador Elmano de Freitas (PT). Eleita pelo MDB em 2022, ela deixou a legenda em abril deste ano e se filiou ao PT. Agora, deve disputar uma cadeira no Legislativo estadual, enquanto o grupo governista busca um novo nome para compor a chapa majoritária.

Entre os cotados estão a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB). O emedebista, contudo, já afirmou que a prioridade da sigla que ele preside no Ceará é conquistar uma vaga no Senado.

Para a cientista política Mariana Dionísio, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), a baixa taxa de permanência dos vice-governadores está relacionada à própria função política exercida pelo cargo.

"As vice-governadorias, no geral, são um campo estratégico importante para sinalização de apoio entre partidos, e a pessoa que ocupa o cargo de vice acaba se tornando uma peça útil e necessária, mas não insubstituível", afirma.

Com informações do Diário do Nordeste.