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| Foto Fabiane de Paula. |
Com a pré-candidatura a deputada estadual já anunciada, a atual vice-governadora Jade Romero (PT) mantém viva uma tradição entre ocupantes do cargo de deixarem a chapa de reeleição do governador.
Desde que a recondução para cargos do Executivo passou a ser permitida no Brasil, apenas uma vice-governadora manteve-se no posto em mandatos consecutivos no Ceará. Foi Izolda Cela (PSB), que integrou as duas chapas vitoriosas de Camilo Santana (PT), em 2014 e 2018.
O movimento de Jade ocorre sem ruptura política com o governador Elmano de Freitas (PT). Eleita pelo MDB em 2022, ela deixou a legenda em abril deste ano e se filiou ao PT. Agora, deve disputar uma cadeira no Legislativo estadual, enquanto o grupo governista busca um novo nome para compor a chapa majoritária.
Entre os cotados estão a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB). O emedebista, contudo, já afirmou que a prioridade da sigla que ele preside no Ceará é conquistar uma vaga no Senado.
Para a cientista política Mariana Dionísio, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), a baixa taxa de permanência dos vice-governadores está relacionada à própria função política exercida pelo cargo.
"As vice-governadorias, no geral, são um campo estratégico importante para sinalização de apoio entre partidos, e a pessoa que ocupa o cargo de vice acaba se tornando uma peça útil e necessária, mas não insubstituível", afirma.
Com informações do Diário do Nordeste.
