quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cearense de 101 anos testemunha todas as Copas do Mundo e crê no hexa

Foto Arquivo pessoal 
“A vida só é boa pra quem sabe viver”: o lema de seu José Benigno não é à toa. Aos 101 anos, esse cearense natural de Caririaçu – distante 503 quilômetros de Fortaleza – mas residente em Tauá desde a adolescência, não apenas conhece a arte do bem existir como é testemunha viva de alguns dos maiores acontecimentos esportivos mundiais. Ele acompanha a Copa do Mundo de futebol desde a primeira edição do evento, em 1930.

O entusiasmo, a julgar pela alegria na voz sobrecarregada pelo tempo, é o mesmo de quando, aos cinco anos de idade, via os jogadores em campo nos estádios uruguaios, onde ocorreu a estreia do torneio global. Dessa época, lembra de quase nada, confessa. No avançar das edições, porém, as memórias vêm um pouco mais claras, de ter presenciado títulos memoráveis, apogeu e queda de ídolos e até a evolução da própria família, cidade, estado e país.

“Gostei de todos os jogos do Brasil, principalmente de um contra a Suécia. Não lembro bem do dia que aconteceu, mas gostei”, gargalha. O jogador preferido de todas as Copas, por outro lado, é afirmação certeira: Pelé segue no coração como um dos ídolos mais adorados. Apesar da falta que o rei do futebol faz, o centenário continua o mesmo ritual de acompanhamento dos jogos. Registro feito por um dos netos dá conta de ilustrar o modus operandi do torcedor.

Na fotografia, seu José Benigno está sentado em cadeira de balanço com um balde de pipoca na mão e um copo de refrigerante na outra. Quando não está assim, gosta de movimentar turmas. A família, claro, é a principal personagem das reuniões a favor da seleção brasileira. Foi acompanhado de três netos, por exemplo, que o patriarca assistiu a um dos jogos do Brasil num estádio de Brasília, quando a Copa foi realizada no país, em 2014.

Neste ano, a aposta dele é de que a seleção canarinha traz o hexacampeonato para casa. “É pra ganhar”, sentencia, já pronto para mais uma partida nesta quarta-feira (24), contra a Escócia, encerrando a fase de grupos. “Toda a minha família gosta e torce. Nunca fui de jogar futebol, mas de assistir, sim”.

Com informações do Diário do Nordeste.