quarta-feira, 17 de junho de 2026

Ceará tem 28 projetos de pesquisa para exploração de terras raras

Foto Earthly Shots/Shutterstock.
O Ceará tem 28 projetos de pesquisa para avaliar a mineração de terras raras em diferentes regiões do Estado. Desde 2025, quando o tema cresceu nas discussões por interesse internacional, foram 13 novas solicitações de pesquisa, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em minerais, aplicados em ímãs superpotentes (parte fundamental de carros eletrificados), catalisadores industriais, componentes ópticos e ligas especiais.

O Brasil é o detentor da segunda maior reserva mineral de terras raras do mundo, o que representa cerca de 23% das reservas globais, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Onde estão as terras raras do Ceará?

No Ceará, uma das regiões onde esses minerais podem ser encontrados é a da Meruoca, devido à presença de rochas magmáticas.

Outra área importante é a de Santa Quitéria, onde há mineralização de fosfato e urânio, aponta Felipe Holanda dos Santos, do departamento de geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A Agência Nacional de Mineração não especifica em quais cidades estão os processos de pesquisa.

"As terras raras ocorrem em várias partes do mundo, em diferentes estados brasileiros, o que pode variar a concentração, o contexto geológico e a possibilidade de aproveitamento econômico", explica Felipe Holanda.

"No caso do Ceará, há áreas em potencial, mas ainda não é possível afirmar que o Estado tenha elementos únicos ou concentrações superiores às outras províncias",

O especialista ressalta que o requerimento de pesquisa não significa, necessariamente, que há planejamento economicamente viável de exploração ou uma mina em implantação. A solicitação indica interesse em investigar o potencial geológico daquela área.

O andamento da exploração inclui uma série de trâmites, como mapeamento geológico, análises químicas e mineralógicas, sondagens e estudos de volume de continuidade da mineralização.

Com informações do Diário do Nordeste.