sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ceará aplicou 45 mil vacinas da dengue do Butantan e não registrou reações graves

Foto Natinho Rodrigues.
Com aplicação suspensa temporariamente em todo o país, a vacina produzida pelo Instituto Butantan contra a dengue foi utilizada na imunização de mais de 45 mil pessoas no Ceará desde janeiro de 2026. 

Antonio Silva Lima Neto (Dr. Tanta), secretário executivo de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), confirmou em entrevista ao Diário do Nordeste que não foram registrados casos de reações graves no Estado.

A interrupção do uso da vacina em todo o país foi uma medida preventiva tomada pelo Ministério da Saúde, na última segunda-feira (8), enquanto ocorre a investigação de 42 casos de reações adversas graves e dois óbitos. A relação causal entre os casos e o imunizante não foi confirmada.

Segundo Tanta, que conversou com a reportagem durante a inauguração da sala de vacinação no Vapt Vupt no Shopping Parangaba, nesta sexta-feira (12), não há motivo para alertas no Ceará. Atualmente, o Estado monitora cerca de 2 mil pessoas vacinadas nos últimos 21 dias, tempo que o imunizante leva para ativar as defesas do organismo, mas sem notícias de reações importantes.

A Butantan-DV foi administrada em aproximadamente 500 mil vacinados no País, com os eventos adversos representando cerca de 0,008% de todas as doses distribuídas.

No Ceará, 24.159 doses foram aplicadas na população geral de 15 a 59 anos de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, como parte de uma campanha-piloto de imunização em massa que envolveu também as cidades de Botucatu, em São Paulo, Nova Lima, em Minas Gerais, e na região de Araguaína, no Tocantins.

A Prefeitura de Maranguape informou que a campanha-piloto começou em 17 de janeiro e foi até fevereiro. Apenas 180 notificações de reações adversas, mas todas leves, foram computadas no município.

Depois da distribuição nesse município, o imunizante passou a ser utilizado por profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), incluindo médicos, enfermeiros e outras ocupações que atuam em postos de saúde. Para esse público, foram aplicadas cerca de 22 mil doses, conforme o secretário executivo da Sesa.

Com informações do Diário do Nordeste.