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| Foto Cristi Croitoru/Shutterstock |
Fato: a Europa é o continente que mais aquece no planeta. Imagens e relatos, sobretudo diante da segunda grande onda de calor vivenciada nos países do território em dois meses, comprovam o dado.
De acordo com o g1, ao menos 101 milhões de pessoas enfrentaram temperaturas acima de 35°C na última quinta-feira (25), e cerca de dois terços da população precisaram lidar com termômetros marcando acima dos 30°C.
O continente, não à toa, se tornou espécie de termômetro para o planeta e pode acender alerta inclusive para o Brasil, onde medidas de prevenção e resposta às altas temperaturas ainda são limitadas.
Pesquisa inédita em escala nacional estima que cerca de 120 mil mortes entre 2000 e 2019 podem ser atribuídas a esses eventos. O levantamento também mostrou que idosos representam oito em cada dez vítimas, e que pessoas mais pobres e com menor escolaridade estão entre as mais afetadas.
Ao mesmo tempo, grande parte das cidades brasileiras ainda não dispõe de planos estruturados para enfrentar temperaturas extremas. 66% dos municípios ainda não começaram ou estão nas fases iniciais da elaboração dessas estratégias.
Outros 75% não usam dados de forma estruturada, e 85% dependem de recursos externos para colocar as ações em prática, de acordo com dados coletados pela presidência da COP30 em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Com informações do Diário do Nordeste.
