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| Foto Reprodução/Instagram. |
A morte do vaqueiro Francisco Eudásio Lira Soares, de 30 anos, conhecido como Dadá Guedes, continua causando comoção no meio da vaquejada cearense.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, a companheira dele, Kamila Silveira, revelou que um amigo da vítima chegou a tentar impedir o ataque e segurar o suspeito após o crime, mas o homem conseguiu escapar em uma motocicleta e segue sendo procurado pela polícia.
Dadá foi morto a facadas na noite do último domingo (7), em um parque de vaquejada de Quixeramobim, após um desentendimento relacionado à divisão de um prêmio conquistado durante a competição.
Segundo Kamila, o casal mantinha um relacionamento há seis anos e o dia havia transcorrido normalmente até a tragédia.
“A gente passou como qualquer outra vaquejada nos caminhões, brincando todo mundo junto, comendo carne ali. Os meninos sempre correndo no retorno e voltavam para o caminhão para socializar e ficar ali naqueles moídos de vaquejada, conversando”, relatou a esposa do vaqueiro.
Suspeito era amigo e convivia com o grupo
De acordo com Kamila, o homem apontado como autor do crime era conhecido do grupo e frequentava os mesmos ambientes das competições.
“Quando o Dadá estava em Quixeramobim, sim, ele convivia com a gente. Era amigo, conhecido", contou.
Camilia diz não saber o que motivou o suspeito a atacar o companheiro dela. Segundo o relato, um amigo do vaqueiro percebeu a tensão e tentou impedir que o suspeito se aproximasse.
Kamila relata que o ataque aconteceu rapidamente: “Quando o Dadá chegou no caminhão, encostou, ele já foi para cima".
Após o crime, o mesmo amigo ainda tentou conter o suspeito. “Esse amigo do Dadá tentou segurá-lo de todas as formas ali na hora. Mas foi muito rápido. Ele já tinha dado uma furada no Dadá. O menino veio com tudo, jogou o cavalo por cima dele, ele ainda caiu, mas muito rápido levantou, pegou a moto e saiu”, declarou a companheira do vaqueiro.
O momento em que recebeu a notícia do ataque
Kamila não estava mais no parque quando o crime aconteceu. Ela havia deixado o local para seguir viagem com a avó para Fortaleza, onde a idosa passaria por uma consulta médica.
Ainda no trajeto, começou a receber ligações informando que Dadá havia sido esfaqueado e levado para uma unidade de saúde.
“Antes de eu chegar em casa, os meninos começaram a me ligar falando que tinha acontecido e que ele estava na UPA de Quixeramobim", relatou.
A companheira conta que entrou em desespero ao saber da gravidade dos ferimentos. “Perguntei como ele estava. Disseram que os médicos estavam com ele, mas que ele estava perdendo muito sangue", contou.
Pouco depois, veio a confirmação da morte. "Um amigo me ligou e disse: ‘Kamila, os médicos fizeram de tudo, o que podiam e o que não podiam, mas ele perdeu muito sangue’”. Segundo ela, a facada na região da virilha foi determinante para a morte do companheiro.
Com informações do Diário do Nordeste.
