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| Foto Vladimir Razgulyaev/Shutterstock. |
A União Europeia anunciou, nesta terça-feira (12), a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.
A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia, mas ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.
A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias. O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.
Governo recebeu notícia "com surpresa"
Em nota, o Governo disse ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia. O texto é assinado pelos Ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Pecuária e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A nota afirma que o Brasil adotará “todas as medidas necessárias” para reverter a decisão e garantir a continuidade das vendas ao mercado europeu.
O governo ainda informou que o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia tem uma reunião agendada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias europeias. O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.
Com informações do Diário do Nordeste e Agência Brasil.
