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| Foto Fernanda Barros |
Umas das principais tradições brasileiras em ano de Copa do Mundo é enfeitar as ruas. Bandeirinhas, bolas, pinturas dos jogadores nas paredes, taça de campeão e outras artes em verde e amarelo ajudam a criar um clima característico do torcer nacional.
Em 2026, porém, muitos estão desanimados com os maus desempenhos da Canarinho. A única seleção pentacampeã do mundo vive uma seca de 24 anos sem títulos e amargou nas últimas edições do Mundial eliminações doloridas.
Apesar disso, alguns grupos resistem firmes mantendo vivo o legado deixado pelas gerações passadas. Um exemplo disso é o caso da família Ferreira Lima que há mais de 50 anos faz de um trecho da rua João Cordeiro, no bairro Joaquim Távora em Fortaleza, a sua arquibancada.
Quem deu início a prática foi o patriarca Wilson Ferreira Lima, na casa de número 3.200. Apaixonado pelo Brasil e tendo a seleção como seu único time de futebol do coração, o homem se empenhava para deixar tudo nos conformes e com antecedência.
“Se ele estivesse vivo hoje em dia, a rua já estaria até enfeitada, já. Já estava tudo pronto”, contou Wilson Filho, segundo filho do precursor da tradição que, além de carregar o nome do pai, também herdou a paixão pela pintura de rua.
Os filhos não sabem precisar em qual Copa a tradição começou, mas guardam na memória as lembranças de acompanhar o pai na amarração de bandeirinhas e pinturas de pista, paredes e postes da rua.
“Eu acho que a partir dos 10 para 11 anos, a gente já começou a ficar colando as bandeirinhas, ajudava a segurar a cadeira na calçada para ele subir e amarrar”, relembra Wilson Filho.
Com informações do O Povo.
