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| Fioto Reprodução |
A jovem de 21 anos, vítima de um ataque violento em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, passou por uma cirurgia de 12 horas para reimplante das mãos no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. O crime ocorreu na última sexta-feira (1º), quando um homem e o irmão dele foram presos após mutilarem a ex-namorada de um deles com uma foice.
De acordo com o superintendente do IJF, João Gilberto Gomes Macedo, a paciente foi atendida ao chegar à unidade. “Quando ela deu entrada no Instituto, a equipe já estava pronta para atendê-la de imediato. Sabemos que o tempo de evolução de uma amputação é extremamente importante para um desfecho favorável”, afirmou.
O IJF mantém um serviço de reimplante que funciona 24 horas por dia, sendo um dos poucos do tipo no Nordeste. “Temos uma equipe de 13 cirurgiões de mão e microcirurgia. Esse serviço, pelo SUS, 24 horas por dia, só existe no Ceará e em Pernambuco”, afirmou o superintendente.
O hospital realiza, em média, quatro reimplantes por mês — número considerado elevado, devido à complexidade dos procedimentos. “São cirurgias delicadas, que exigem profissionais com alta qualificação e experiência”, ressaltou.
Cirurgia envolveu reconstrução completa
O procedimento exigiu a atuação de uma equipe multiprofissional especializada em cirurgia de mão e microcirurgia. A jovem teve uma das mãos totalmente amputada e a outra permaneceu ligada ao corpo apenas por tecidos.
“Foi necessário reconstruir a parte óssea, os tendões extensores e flexores, além de vasos, nervos e veias. É uma cirurgia muito complexa”, explicou o superintendente.
Com informações do Diário do Nordeste.
