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| Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil. |
Mais de 1,1 milhão de usuários de planos de saúde coletivos no Ceará enfrentam reajustes de até 12,28% em 2026. Os percentuais, registrados nos dois primeiros meses do ano, variam conforme a operadora e refletem a alta dos custos assistenciais. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)..
O levantamento, feito com base no Painel de Reajustes de Planos Coletivos da ANS, concentra-se na Hapvida e na Unimed Fortaleza por serem as operadoras com maior volume de beneficiários nessa categoria em território cearense atualmente.
Além disso, vale ressaltar que os reajustes ocorrem no aniversário do contrato de cada grupo (empresarial ou adesão) e não em uma data única.
1.126.890 É o número de consumidores cearenses que pagarão reajuste de até 12,28%
Hapvida tem reajuste de 12%, e Unimed de 9,15%
O Hapvida, com 965.570 usuários em planos coletivos no Ceará, aplica um reajuste médio de 12,28% para o mercado em 2026. No histórico recente da operadora no Estado, o índice foi de 10,87% em 2025, enquanto o pico após a pandemia ocorreu em 2023, com 12,83%.
Porém, esses percentuais são os valores médios globais do plano, não sendo possível detalhar o percentual médio do Ceará somente.
Já a Unimed Fortaleza, que atende 231.523 pessoas na modalidade, estabeleceu um reajuste médio de 9,15% no Ceará para 2026. Em 2025, a operadora aplicou 11,34% no Estado, e, em 2024, registrou seu maior índice pós-pandemia, com 12,9%.
Em nota, a Unimed Fortaleza justificou que o reajuste é resultado de análises estratégicas e atuariais que avaliam fatores técnicos, como a variação de custos hospitalares e a inclusão de novas coberturas obrigatórias.
Segundo a cooperativa, as negociações são conduzidas de forma transparente e colegiada entre suas áreas técnicas para garantir tanto a sustentabilidade e competitividade da operadora no mercado quanto a segurança e previsibilidade financeira para os contratantes.
O Diário do Nordeste também tentou contato com o Hapvida, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Com informações do Diário do Nordeste.
