![]() |
| Foto Diário do Nordeste/José Leomar |
O número de cearenses em situação de extrema pobreza caiu 35% entre 2023 e 2025, segundo dados divulgados nesta última terça-feira, 26, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O percentual equivale a cerca de 415 mil pessoas e as informações constam no Enfoque Econômico nº 319.
Essa redução já considera a elevação do critério de pobreza para o rendimento de US$ 3 por dia, conforme atualizado pelo Banco Mundial em junho de 2025. O critério anterior era de US$ 2,15 por dia.
O recorte de três anos avalia comparativos de evolução anual, com um escopo entre 2023 e 2025, mas que usa 2022 como base. O estudo foi apresentado por pesquisadores em evento que celebrou os 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado no Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
A pesquisa avaliou o crescimento médio do rendimento familiar per capita (por pessoa) nos três anos, considerando diferentes faixas de renda. Entre os 10% mais pobres, o crescimento acumulado da renda foi de 40,6%. Para comparação, todas as demais faixas tiveram variação acumulada entre 15,2% e 21%.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), celebrou o marco, enfatizando que o número de cearenses trabalhando com carteira assinada superou o total de beneficiários do Bolsa Família pela primeira vez desde a criação do programa.
"Esse avanço é fruto de muito trabalho, parceria e compromisso com o povo cearense. Programas como o Ceará Sem Fome, com mais de 1.300 cozinhas ativas, geração de emprego e oportunidades, têm ajudado milhares de famílias a viverem com mais dignidade e esperança", escreveu o gestor por meio das redes sociais.
Apesar de haver um crescimento dos valores, a elevação do parâmetro de pobreza pelo Banco Mundial impacta nos resultados, conforme explicou Jimmy Oliveira, analista de Políticas Públicas do Ipece e autor da pesquisa.
Com informações do O Povo.
