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| Foto Thiago Gadelha |
Mulheres assassinadas por serem mulheres: feminicídios. Um fenômeno violento e aterrorizante que marca a realidade brasileira e cresce no Ceará. Ciente dele e dos prejuízos causados, o que é possível fazer para revertê-lo? Mapear e analisar dados, desenvolver indicadores e estruturar ferramentas capazes de orientar ações estratégicas de prevenção é um caminho, e ele pode ser garantido por meio da produção científica.
Esse é o argumento da estudante da rede pública do Ceará, Yanna Francisca Nogueira Queiroz, 16 anos, que desde o 1º ano do Ensino Médio desenvolve pesquisa científica na Escola Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, em Iracema, no interior do estado. Desde 2025, ela se dedica a um estudo sobre a demografia do feminicídio e propõe uma ferramenta capaz de revelar casos fora dos registros oficiais e traçar um perfil mais detalhado das vítimas.
Nesta sexta-feira (15), ela chegou ao ápice do percurso ao conquistar o 4º lugar na categoria Ciências Sociais e do Comportamento na maior feira de ciências e engenharia do mundo para estudantes, a Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), realizada no Arizona, nos Estados Unidos. Ela subiu ao palco diante de uma plateia formada por mais de 1.700 jovens cientistas de mais de 60 países.
Yanna embarcou para a competição no início da semana, levando a ciência produzida no interior no Ceará para o evento, que reúne estudantes do mundo inteiro. Na competição, apresentou o trabalho no salão de exposições e foi avaliada por pesquisadores que consideram, entre outros aspectos, a estrutura da pesquisa, o problema, as hipóteses, os métodos e os resultados.
Com informações do Diário do Nordeste.
