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| Foto Fco Fontenele |
O iFood vem ampliando a oferta de crédito para restaurantes no Ceará, que se tornou um dos principais focos da empresa no Nordeste. Desde 2020, foram liberados cerca de R$ 89,8 milhões para estabelecimentos cearenses.
Atualmente, há R$ 193,4 milhões disponíveis para empréstimos no Estado, o que o coloca na segunda posição do ranking regional. Pernambuco lidera a concessão de crédito a restaurantes parceiros, com R$ 93,3 milhões liberados no período de cinco anos.
Na sequência aparecem Bahia, com R$ 86,2 milhões; Alagoas, com R$ 36 milhões; e Piauí, com R$ 21,5 milhões investidos no mesmo intervalo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 29, durante o evento iFood Move+ Salvador.
Segundo o executivo de Operações (COO) do iFood, Bruno Henriques, a proposta do iFood Pago é simplificar o acesso ao crédito: restaurantes que vendem pelo aplicativo conseguem financiamento com mais facilidade, já que a análise considera o desempenho dentro da própria plataforma, e não os critérios tradicionais dos bancos.
“O Crédito Pago vem porque ele conhece o restaurante, sabe que o restaurante opera bem e ele aposta no futuro deste empreendedor. O dinheiro vem para ajudar o restaurante nesse crescimento”, afirmou.
Questionado sobre quanto o iFood pago detém para realizar os empréstimos, Bruno Henriques detalhou que, ao longo de 2025, a empresa emprestou mais de R$ 1 bilhão para os restaurantes. Ele acrescenta que a carteira de crédito do iFood Pago gira em torno de R$ 2 bilhões.
No que diz respeito ao ticket médio de valor solicitado pelos restaurantes, o montante varia de acordo com a necessidade dos empreendedores, variando entre R$ 10 mil e R$ 1,5 milhão. O dinheiro costuma ser usado para comprar equipamentos, reformar o espaço ou reforçar o caixa.
Segundo pesquisa do Ipsos-Ipec, 63% dos empreendedores que pegaram esse crédito não conseguiram aprovação em instituições financeiras comuns.
O empresário Ribeiro Júnior, CEO do Grupo NBS, conseguiu, por meio da linha de crédito, expandir os restaurantes do grupo para além do Ceará.
Neste ano a empresa captou um volume de investimento para, a partir do ano que vem, ampliar a atividade para outros estados nordestinos, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Recife.
“Por conhecer teu negócio, o Pago traz taxas mais baratas que o mercado, diferenciais relacionados a prazos de pagamento, também coisas que o mercado acaba não enxergando você como potencial, mas por você ter vínculo, acaba te facilitando”, explicou Ribeiro.
“A taxa que eu peguei hoje não se compara a qualquer banco comercial. Um banco de bom relacionamento seria o BNB, que poucas pessoas têm acesso ao BNB por conta de todas as tratativas e dificuldades de cadastro”, relatou Ribeiro.
Com informações do O Povo.
