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| Foto Davi Pinheiro/Governo do Ceará |
O Ceará negocia a instalação de frigoríficos na rota da ferrovia Transnordestina, principalmente no Interior do Estado, segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó.
De acordo com ele, a movimentação ganhou fôlego após a chegada da Masterboi a Iguatu, no Centro-Sul cearense, em março deste ano.
"O que conquistamos com a Masterboi, além do investimento, foi colocar o Ceará no mapa dos frigoríficos. A partir desse exemplo, passamos a receber investidores interessados", destacou ele durante a 14ª Feira Tecnofrigorífico, evento que debate o setor de carnes no Norte e Nordeste, nessa última quarta-feira (27).
"Ainda são conversas iniciais e não são ligadas somente à área de bovinocultura, mas também para ovinocaprinocultura, que demanda frigoríficos", afirmou.
Frigorífico industrial pode conciliar pecuária leiteira com a de corte
Feijó observa que o Ceará não é um Estado tradicionalmente associado ao abate de bovinos, embora atualmente exista infraestrutura consolidada para a produção.
"Não necessariamente precisamos ter um grande rebanho, mas com a Transnordestina vindo, temos potencial de atrair frigoríficos e desenvolver a cadeia frigorífica. Ela é importante a ponto de movimentar todos os segmentos econômicos: pecuária, indústria, comércio e serviços", lista.
O valor agregado da pecuária de corte também é um dos pontos considerados pelo setor e abre, na visão de Feijó, uma nova possibilidade para os bovinocultores cearenses.
"O Ceará já tem matriz de bovinocultura leiteira. É uma solução inteligente para o rebanho, e o produtor terá a opção de destinar os animais seja para produzir leite ou para um frigorífico", completa o secretário.
Com informações do Diário do Nordeste.
