terça-feira, 7 de abril de 2026

Cearense filho de costureira é aprovado em duas universidades nos Estados Unidos

Foto: Arquivo Pessoal.
Ex-aluno de escola pública e filho de costureira, Vinícius Félix, de 19 anos "sonhou o impossível" e deve, em breve, viver um grande sonho. Natural de Paraipaba, no interior do Ceará, ele conquistou bolsas de estudos em duas universidades americanas, Stanford e Williams College, e partirá para os Estados Unidos para estudar pelos próximos quatro anos.

"Sonhar realmente é um alívio muito grande para a alma", resume a sensação pós-aprovação.

Vinícius recebeu a notícia da aprovação nas duas universidades em março. Após alguns dias pensando, decidiu estudar em Stanford, a terceira melhor universidade do mundo.

O momento da aprovação foi capturado em um vídeo que viralizou na internet. Na cena emocionante, uma tia e duas primas de Vinícius celebram o momento junto ao jovem.

Uma rotina com 8 horas diárias de estudo

Aluno de escolas públicas durante toda a vida, Vinícius cursou o ensino médio na EEEP Flávio Gomes Granjeiro - escola pública profissionalizante de Paraipaba, a cerca de 100 km de Fortaleza.

Em 2024, concluiu o 3º ano com um diploma de Técnico de Informática. Na sequência, obteve uma aprovação na Universidade Federal do Ceará (UFC), no curso de Engenharia de Software, e outra na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em Ciência da Computação.

Após uma conversa marcante com a mãe, percebeu que, apesar das aprovações no País, um sonho ainda maior poderia ser alcançado: estudar Tecnologia fora do Brasil.

Para isso, decidiu abdicar das vaga nas universidades no Brasil e passar um ano se dedicando aos vestibulares americanos. "Essa foi a decisão mais difícil que eu fiz na minha vida até agora", conta, em entrevista ao Diário do Nordeste.

Durante o ano de 2025, o jovem conta que "correu contra o tempo". Estudava cerca de oito horas diárias para a prova do SAT, o principal exame de admissão para universidades nos EUA — conhecido como "Enem americano" — enquanto aprendia inglês "do zero". "Além disso, eu me dedicava também a projetos sociais e programas internacionais para manter o meu perfil rodando entre pessoas da área", relembra.

O estudante ainda fazia aulas com uma mentoria online voltada para aqueles que desejam se inscrever nos processo seletivos americanos.

Com informações do Diário do Nordeste.