quarta-feira, 1 de abril de 2026

Ceará tem baixa no desemprego e enfrenta falta de trabalhadores

Foto Kid Junior 
Tornou-se comum, no novo cenário do mercado trabalho, no qual ganham força mais ocupações autônomas, que diversas atividades estejam passando por uma escassez de mão de obra e é do que se queixam setores produtivos no Ceará.

A demanda contrasta com os números do mercado de trabalho no Estado. A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que os postos formais e informais são tratados, atesta que o Ceará atingiu taxa de desemprego de 5% no quarto trimestre de 2025.

O percentual representa o menor índice desde 2014, quando teve início a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral. Mas o pleno emprego aponta também para escolhas crescentes de fugir de ter chefes.

Para Alexsandre Lira, especialista em mercado de trabalho do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o fenômeno envolve um descompasso estrutural entre oferta e demanda. “A oferta de mão de obra é feita pelo trabalhador, enquanto a demanda parte das empresas. Esse descompasso é comum, especialmente em setores que exigem maior qualificação”, explica.

Com isso, a informalidade ganha espaço. Das 27 Unidades da Federação analisadas pelo IBGE, o Ceará teve o sétimo maior percentual brasileiro de pessoas ocupadas por conta própria.

Além disso, se observada a taxa de informalidade de toda a população ocupada, o mercado de trabalho cearense figurou em quinto lugar do País, com 50,4%. Enquanto isso, as empresas reclamam de falta de pessoal.

Para se ter ideia, o último levantamento Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que 57% das principais ocupações do comércio apresentaram indícios de falta de trabalhadores em julho de 2025 — a maior incidência desde 2020.

Mas o que os números da CNC reforçam é um cenário já observado em nível nacional, cuja dificuldade de contratação atinge o maior patamar dos últimos cinco anos e se espalha por diferentes segmentos da economia.

Com informações do O Povo.