segunda-feira, 23 de março de 2026

Pequenos produtores usam microcrédito para modernizar o agro no Ceará

Foto Fabiane de Paula 
A distância até a capital mais próxima - Fortaleza ou Teresina - é de cerca de 300 quilômetros (km) por estrada, seja de qual for a cidade da Serra da Ibiapaba. É um caminho considerável, mas que abre possibilidades para a descoberta de um eldorado agrícola encravado no alto daquela região cearense.

Na divisa com o Piauí, subindo qualquer um dos nove municípios da Serra da Ibiapaba, floresce uma agricultura forte e inovadora. Essa dinâmica está ancorada em três pilares: a agricultura familiar, a disponibilidade de microcrédito rural orientado e a cooperação entre vizinhos.

A variedade encontrada no local é enorme: batata-doce, café, flores ornamentais, framboesa, melancia, morango, pitaya. São inúmeros produtos agrícolas que crescem na região e que não são comuns no restante do Estado, calcado na força de pequenos produtores rurais. E é o microcrédito que atua como o elo entre essa diversidade produtiva e a viabilidade econômica desse território serrano.

Por essas razões, a Serra da Iabiapaba serve como um laboratório para observar a dinâmica dos pequenos produtores no agro cearense. Para se ter ideia da força do microcrédito na região, o número de operações ativas na Serra da Ibiapaba alcança 20 mil, volume equivalente ao total de unidades familiares de produção rural da zona.

Os dados são do Banco do Nordeste (BNB) e do Censo Agropecuário 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta primeira parte da reportagem “O novo agro: microcrédito rural como motor de desenvolvimento do Ceará”, o Diário do Nordeste foi em busca de histórias que mostram a transformação do campo. Você conhecerá como a união entre tecnologia, sustentabilidade e microcrédito está fortalecendo o pequeno produtor e redesenhando a agricultura cearense

Com informações do Diário do Nordeste.