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| Foto Diário do nordeste |
Para realizar a perícia médica em Itapipoca, Prado precisará enfrentar o desgaste físico e desembolsar R$ 400 somente com o transporte, além de atentar para a medicação e a alimentação específica durante o trajeto. A situação dele não é exceção. No Ceará, apenas em 2025, mais de 156,3 mil pessoas foram agendadas para realizar a perícia em outros municípios ou até estados.
Dessas, pelo menos 75,7 mil (48,4%) requerentes tiveram perícia médica marcada para cidades a mais de 70 km do município de residência, distância apontada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) como "razoável" para evitar deslocamentos excessivos dos segurados.
A análise exclusiva foi realizada pelo Diário do Nordeste com base em dados do Ministério da Previdência Social, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), ao longo de três meses de apuração jornalística.
Na solicitação, foram requeridos dados sobre perícias médicas, incluindo o município de residência do solicitante e a cidade onde a consulta foi realizada, por ano, entre 2019 e 2025.
Na prática, esse número é ainda maior. Como o cálculo considera apenas a distância em linha reta, sem especificar os trajetos reais pelas estradas, muitos percursos que hoje aparecem abaixo de 70 km podem, na verdade, superar esse limite.
Além disso, na resposta ao pedido de acesso às informações, o Ministério explicou que nem todos os registros na Base Geral da Perícia Médica Federal (BG-PMF) continham o município de residência do requerente. Por isso, só foram enviados os dados com esse campo preenchido.
Com informações do Diário do Nordeste.
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