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| Foto Gabriela Feitosa/g1 |
'Água aqui é muito raro, escasso, difícil', revela Maria Luciene Moreira, agricultora e esposa de Sidrônio Moreira, cearense que encontrou uma possível jazida de petróleo ao perfurar um poço artesiano para tentar obter água e sanar o problema de abastecimento que há anos atinge a família, em Tabuleiro do Norte (CE).
Luciene e Sidrônio moram com dois filhos na zona rural da cidade, em um sítio chamado Santo Estevão, localizado a cerca de 35 quilômetros da sede de Tabuleiro. Durante dois dias, a equipe do g1 visitou a propriedade, que hoje abriga um imbróglio sem previsão de terminar: o líquido preto, denso e com cheiro de combustível encontrado por acaso nas terras da família é mesmo petróleo?
Enquanto não recebe uma resposta definitiva, Luciene, responsável por tarefas como cozinhar, cuidar da casa e também realizar o trabalho diário no campo, precisa ser criativa para driblar os problemas causados pela falta de água - realidade enfrentada não só por ela, mas também por vizinhos.
Como a família não tem uma fonte própria, contam com água enviada pela prefeitura em carros-pipa e uma adutora que abastece a região. Para beber, eles compram água mineral na cidade, gastando cerca de R$ 100 por mês. A renda da família depende de dois salários mínimos (aposentadorias de Luciene e Sidrônio) e do trabalho que Sidnei, um dos filhos, faz no sítio:
"Sou agricultora, filha de agricultor. Desde que nasci, sou da roça. Água aqui é muito raro, escasso, difícil. Antes vinha através de uma adutora, mas como as famílias aumentaram, e aqui a gente fica muito [afastado], não estava mais chegando a água. Aí tentamos cavar esse poço, para ver se melhorava mais. Ainda somos dependentes da água de carro-pipa. Eles estão fazendo uma adutora nova, mas ainda não terminaram", relata Luciene ao g1.
Com informações do G1 Ceará.
