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| Foto Divulgação/Tecto. |
Após inaugurar o Mega Lobster (TFOR3) em outubro de 2025, a Tecto Data Center já planeja a segunda fase do empreendimento localizado na Praia do Futuro, em Fortaleza. Ainda sem cronograma fechado, a empresa trabalha com a expectativa de que a expansão ocorra até o início de 2027, dobrando a capacidade inicial de 4 megawatts (MW) para 8 MW.
O Mega Lobster é o terceiro data center da companhia em Fortaleza e tem capacidade total projetada de 20 MW. “Provavelmente a expansão será de mais 4 MW para poder dobrar a capacidade e emendar os dois data halls (espaço físico onde os equipamentos dos clientes são instalados)”, explicou Tito Costa, chief revenue officer (CRO) da Tecto — cargo equivalente a diretor de receita —, ao Diário do Nordeste.
Os outros dois empreendimentos da Tecto na Capital cearense já esgotaram a capacidade instalada. O Big Lobster (TFOR2), por exemplo, foi inaugurado em 2023 e atingiu 100% da ocupação em cerca de dois anos.
Em janeiro deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 233,46 milhões para a Tecto Data Centers ampliar o Mega Lobster. Esse valor, segundo a empresa, vai “viabilizar a visão de longo prazo” e a expansão da infraestrutura digital para o TFOR3. O montante voltado especificamente para essa segunda fase não foi informado.
Alta demanda e 4º data center na mira
A expansão mais rápida do que o previsto, segundo o diretor, aponta a demanda percebida pela empresa no Ceará. “Já testamos o mercado, já entendemos que o mercado é comprador, que existe uma demanda pujante e estamos aqui para continuar esse desenvolvimento”, afirmou Costa, durante entrevista realizada na tarde dessa última quarta-feira (4).
O potencial é tanto que a Tecto já está buscando um terreno para a criação de um quarto data center em Fortaleza. Porém, ao contrário da segunda fase do Mega Lobster, esse projeto ainda é “embrionário” e de longo prazo. Isso porque a aquisição do novo espaço deve ocorrer quando o Mega Lobster (TFOR3) atingir entre 60% e 70% de ocupação.
A ampliação do Mega Lobster não deve ter impactos de geração de emprego na operação do data center, uma vez que a equipe já está formada e em atuação. Para a construção, porém, é estimada a criação de 100 vagas temporárias. Por outro lado, Tito Costa destaca a criação de empregos indiretos na operação.
“Todo cliente local, toda empresa de tecnologia do Estado ou da região que se coloca aqui, está fundamentalmente gerando uma infraestrutura que vai ser utilizada por outras empresas que aqui estão. Então, isso vai poder aumentar o volume de negócios que essas empresas fazem e transacionam”, explica.
Com informações do Diário do Nordeste.
