![]() |
| Foto Reprodução TV Brasil |
Há muitas maneiras de fazer parte de um clube de futebol. Como atleta, dirigente, colaborador ou simplesmente como torcedor apaixonado fazendo festa na arquibancada. O advogado, maestro e professor universitário Carlos Santorelli, no entanto, escolheu um caminho incomum de se inserir na história não de um, mas de várias agremiações esportivas do Brasil.
Ao melhor estilo Lamartine Babo, famoso pelas composições para os times de futebol do Rio de Janeiro, Santorelli se dedicou a criar hinos para diversas equipes pequenas em todo o Brasil. Ao todo, já são quase 300 composições escritas e gravadas por ele. Dentre elas, 15 foram para clubes do futebol cearense e alguns até foram adotados como hinos oficiais.
É o caso do Caucaia Esporte Clube, que abraçou o presente criado por Santorelli. São três estrofes com referências às cores, o mascote e a cidade de Caucaia, elementos que o compositor costuma buscar para escrever os hinos. Ao Diário do Nordeste, ele disse que outros clubes cearenses como Pacajus, Pacatuba e Itapajé também passaram a considerar composições dele como oficiais.
"Não me importo se o clube vai ou não adotar como hino oficial. Eu faço com muito amor para ajudar no sentido de querer soerguer o nome da agremiação. O Brasil não é só Corinthians e Flamengo, é imenso, tem vários clubes que merecem destaque", defende.
Além desses quatro times cearenses, Santorelli também escreveu hinos para outras 12 agremiações alencarinas: Itapipoca, Tiradentes, Verdes Mares, América de Fortaleza, Calouros do Ar, Maguary, Terra e Mar, Trairiense, Peñarol, o Nacional de Fortaleza e São Benedito.
As composições são feitas de forma gratuita, gravadas em estúdio, com arranjos feitos pelo próprio maestro e cantadas por ele, que disponibiliza o material em plataformas digitais. Apenas os clubes-empresas pagam pelas composições.
"A gente passa a fazer parte do clube, da família do clube, isso é muito maravilhoso, me gratifica", disse.
Com informações do Diário do Nordeste.
