sexta-feira, 20 de março de 2026

Com obras no Ceará, mais de R$ 152 milhões são liberados para a Transnordestina

Foto Kid Junior/ SVM
Com obras no Ceará para finalizar a conexão ao Porto do Pecém, a Transnordestina teve o valor de R$ 152,4 milhões liberado nesta última quinta-feira, 19 de março. 

O montante para a ferrovia advém de parcela contratual de R$ 1 bilhão, cujo somatório de R$ 806 milhões já haviam sido repassados anteriormente.

O novo aporte teve o aval da Diretoria Colegiada Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

A autarquia federal é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e é uma das principais financiadoras da obra. Por meio do FDNE, deverá aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto do Governo Federal até 2027.

Com o novo aporte, já foram liberados R$ 6,6 bilhões desse total, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

Atualmente, a Transnordestina está com a execução totalmente contratada. São mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, ligando o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará. A ideia é consolidar um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção regional.

As assinaturas mais recentes foram as das ordens de serviço dos lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, com 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, com 51 km), considerados trechos de maior complexidade técnica e fundamentais para a conclusão da primeira fase do projeto, que vai até o Porto do Pecém.

Segundo a Transnordestina Logística S/A (TLSA), empresa privada do Grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), responsável pela construção e operação da ferrovia, a expectativa é de que mais 100 quilômetros da ferrovia, dos 326 quilômetros atualmente em obras, sejam concluídos até abril deste ano.

O próximo lote a ser entregue será o que liga Piquet Carneiro e Quixeramobim, com 51 quilômetros. Mais de cinco mil trabalhadores atuam na construção.

Além disso, no dia 10 de março de 2026, as construtoras Marquise (CE) e Agis (SP) estimaram concluir as obras de engenharia da ferrovia no Ceará entre 2027 e 2028.

A Marquise é responsável por nove lotes (430 km) e projeta finalizar sua parte em 2027, com frentes de trabalho que mobilizam 2,3 mil funcionários e mais de 300 máquinas pesadas.

Os trechos entre Missão Velha e Piquet Carneiro já estão executados, enquanto o segmento que chega a Quixeramobim está na fase final de superestrutura (montagem dos trilhos).Confira os assuntos econômicos no Ceará, no Brasil e no Mundo

A Agis iniciou recentemente as obras nos lotes 9 e 10 (Baturité a Caucaia), com um prazo contratual de 20 meses e previsão de mobilizar 2 mil profissionais para lidar com a alta complexidade geotécnica da região.

O lote final (11), que liga Caucaia ao Porto do Pecém, está com a infraestrutura em execução e contará com esteiras de ligação logística operadas pela Nelog no terminal marítimo.

Um ponto de destaque é que a TLSA já iniciou, em fase de testes, o transporte de cargas como milho, milheto, sorgo, calcário agrícola e gipsita, sinalizando o potencial logístico e econômico do empreendimento.

De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a Transnordestina é estratégica para o desenvolvimento regional.

“Trata-se de um projeto prioritário para o Governo do Brasil, com impacto direto na dinamização dos setores produtivos, geração de empregos e aumento da renda no Nordeste”, afirmou.

Já o diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Heitor Freire, explicou que a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) apresentou as comprovações física, financeira e contábil da execução das obras, devidamente atestadas pelo agente operador do FDNE neste empreendimento, o Banco do Nordeste.

“A Transnordestina não é apenas uma ferrovia, é um projeto de desenvolvimento e de integração regional”, complementou o ministro Waldez Góes, do MDIR.

Com informações do O Povo.