quinta-feira, 12 de março de 2026

Cearense descobre síndrome rara durante gravidez, fica em estado grave e renasce após parto da filha

Foto Arquivo pessoal.
Não é exagero dizer que existem duas versões de Alana Barros Diogo da Silva Azevedo. A primeira quando descobriu a Síndrome de Guillain-Barré e enfrentou verdadeiro calvário devido à condição rara desenvolvida durante a gestação; e a de agora, feliz e forte, ao celebrar o milagre na vida após ser praticamente desenganada pela Medicina.

Esta história de tantas surpresas, desafios e, sobretudo, fé, começou no fim do ano passado, quando a advogada de 29 anos ingressou no segundo trimestre da gravidez. Cearense residente em Portugal, ela havia acabado de retornar de Fortaleza e estava nos preparativos para o chá de bebê da filha. “Estava trabalhando normalmente, inclusive. A única coisa que tive foi uma coriza, espécie de gripe, e um torcicolo. Nada muito grave”, conta.

Dois dias antes do chá, porém, começou a sentir formigamento nas mãos e nos pés – algo que se multiplicou com o avanço das horas. Até a língua chegou a ficar dormente, e a primeira suspeita foi de Covid-19. O estado piorou na mesma noite do evento da filha: Alana acordou com dor de cabeça muito forte na madrugada, principalmente no lado direito da cabeça.

“Me olhei no espelho e reparei que estava com o lado do rosto paralisado. Primeiro, pensei: ‘Tive um AVC’. Chamei meu esposo e, apavorados, corremos para o hospital”. Médicos avaliaram os sintomas, perceberam que eles não estavam progredindo, e a cearense ficou em observação. Descartaram a hipótese de AVC e cogitaram Paralisia de Bell – doença marcada pela perda ou dificuldade de movimentação dos músculos de um lado da face.

A tranquilidade da rapidez do diagnóstico durou pouco. Uma médica afirmou ser importante não descartar a Síndrome de Guillain-Barré – premissa que, com o passar do tempo, apenas se comprovou.

Da saída de Faro, cidade onde Alana e o esposo moravam, até Lisboa para realização de exames e outros encaminhamentos, as funções normais da advogada começaram a entrar em colapso, e a certeza veio: a síndrome já estava nela.

Com informações do Diário do Nordeste.