domingo, 29 de março de 2026

36% dos estudantes do Ceará tiveram a primeira relação sexual com 13 anos ou menos

Foto Kapinon.Stuio/Shutterstock
No Ceará, a cada dez estudantes, pelo menos três tiveram a primeira experiência sexual com 13 anos ou menos, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é maior entre o gênero masculino e em escolas particulares. .

As informações são da nova Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada na última quarta-feira (25). A análise ouviu mais de 4,5 mil discentes, de 13 anos a 17 anos, que estão entre o 7º ano do Ensino Fundamental e o 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas e privadas do Estado.

Entre os resultados, destaca-se a informação de que 36,1% dos estudantes tiveram a primeira experiência sexual com 13 anos ou menos.

Apesar de a lei brasileira considerar qualquer ato sexual envolvendo menores de 14 anos estupro de vulnerável (saiba mais abaixo), o estudo do IBGE usa o termo “relação sexual” para se referir à prática envolvendo os discentes na faixa etária e, por isso, está sendo usado nesta reportagem.

Comparado ao cenário nacional, em que 30,4% dos discentes dizem ter iniciado a vida sexual com 13 anos ou menos, o Ceará está acima da média. O mesmo acontece quando contrastado à região Nordeste, que registra 30,1% de jovens na mesma situação.

No território cearense, a taxa é mais elevada entre meninos (42,8%) do que entre meninas (28,1%). Quando comparada ao contexto escolar, a situação é um pouco mais frequente em instituições particulares (39,4%) do que na rede pública (35,8%).

O percentual entre os mais jovens é superior, inclusive, ao observado entre os adolescentes de 13 a 17 anos do Ceará, nos quais 30,8% afirmam já ter iniciado a vida sexual. A prevalência entre garotos se mantém (33,4%), mas a situação passa a ser mais comum em escolas públicas (32,7%).

O panorama analisado por esta edição da PeNSE é semelhante ao registrado na anterior, realizada em 2019, quando 35% dos discentes do Estado disseram ter feito sexo com 13 anos ou menos. Na época, o índice também era mais alto entre os estudantes do gênero masculino (44,7%). Contudo, as ocorrências se concentravam nas instituições de ensino públicas (35,1%).

Com informações do Diário do Nordeste.