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| Foto Thiago Freitas e Filipe Dutra |
Os índices de gravidez na adolescência registraram queda de quase 40% no Ceará nos últimos nove anos, segundo dados da Estratégias de Prevenção da Gravidez na Adolescência na Atenção Primária, publicada pela Secretaria da Saúde do Ceará.
Em 2016, 19,04% dos nascidos vivos no estado eram filhos de mães entre 10 e 19 anos, faixa etária considerada para caracterizar a gravidez na adolescência. Em 2025, o percentual caiu para 11,39%. Em números absolutos, o total anual de nascidos vivos de mães adolescentes passou de 24.034 para 11.627 no período, o que representa uma diferença de 12.407 casos entre o início e o fim da série histórica.
Com a redução, o Ceará passou de quase um em cada cinco nascimentos nessa faixa etária para pouco mais de um em cada dez.
Indicador tem impactos sociais e de saúde
A coordenadora de Atenção Primária à Saúde (Coaps) da Sesa, Thaís Facó, explica que a gravidez precoce produz repercussões que vão além da gestação. “Entendemos que esse é um indicador que tem repercussões biopsicossociais na vida dessa menina, da sua família e da comunidade”, afirma.
Ela destaca que o indicador também está relacionado a riscos clínicos. “Esse é um indicador que tem relação direta com mortalidade materna infantil, considerando que mães adolescentes têm mais risco de evoluir para complicações na gravidez, podendo repercutir também em prematuridade e mortalidade infantil”, ressalta.
Com informações do Portal GC Mais.
