sábado, 14 de fevereiro de 2026

Chuvas de fevereiro elevam nível do rio Jaguaribe, em Iguatu

Foto Jornal A Praça 
As primeiras águas do período da quadra chuvosa, agora em fevereiro, estão ajudando a elevar o volume hídrico do rio Jaguaribe na passagem da Penha-Gadelha que nesta sexta-feira, 13, apresentou aumento significativo dificultando a travessia por dentro do manancial. 

Pelo menos até ontem, uma balsa estava fazendo um trecho curto desse travessia. A expectativa é que o rio aumente ainda mais o nível com as previsões de chuvas para este final de semana.

Quem não quer pagar R$ 5,00 pela travessia se arrisca de moto. Alguns motoristas continuam usando a passagem como acesso. “Tem chovido bem pelo Cariri, o rio Cariús tem recebido grande volume de água e cai no Jaguaribe. Antigamente lembro que chovia mais cedo. O inverno começava bem chovido em janeiro. Hoje, está bem diferente, mas chovendo é uma alegria”, comemorou o moto-taxista Raimundo Deodoro, confiante numa cheia ainda maior para logo, logo poder pescar. “Eu já plantei muito. No inverno também é bom porque a gente pesca, leva uma mistura para casa. Se Deus quiser, vai encher logo. A passagem é ruim para quem mora do lado de lá, que tem que vir pela rodovia, por fora”, completou.

Passagem molhada

Devido à subida das águas, o transporte por balsas já foi retomado para garantir o deslocamento dos moradores entre as comunidades locais. A travessia custa R$ 5,00. A dona de casa Lúcia Rodrigues, que mora no Gadelha, reclama não do preço cobrado. Segundo ela, o ideal seria pelo menos uma ‘passagem molhada’ que facilitaria o acesso entre as localidades. “Por um lado, a chuva é boa demais, mas para quem precisa ir para a cidade trabalhar, fica mais difícil. Aqui já era para ter pelo menos uma passagem molhada. Em todo canto tem e aqui não. 

Podem tudo, tiram areia, devastam a mata, jogam esgoto dentro do rio, mas um meio que ajudaria a gente nesse período não pode ser feito. Inclusive até mesmo um abaixo-assinado já foi feito. Mas, segundo disseram que não pode ter uma ponte aqui. Quando o rio está cheio, nosso percurso aumenta mais de 12km”, lamentou.

Nível

Até ontem às 17h, o nível do rio Jaguaribe sob a ponte férrea permanecia inalterado. Diariamente, Cieudo Silva, observador hidrológico da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), mais conhecida por Serviço Geológico do Brasil, faz as leituras das réguas, às 7h e 17h. “As pessoas tem criado essa expectativa com o aumento da água do rio, chega primeiro lá para cima, mas depois um pouco dependendo do volume e da velocidade a passar pelas réguas. As réguas de 1m e 2m ainda estão fora d´água, o que chamamos de RC (Rio Cortado)”, explicou.

A cheia do Jaguaribe atrai curiosos e moradores principalmente à ponte Demócrito Rocha, no bairro Alto do Jucá, que vão olhar a correnteza das águas. O Jaguaribe é um rio seco, as cheias são motivos de atração dos moradores da cidade.

O Jaguaribe, que nasce nos Inhamuns, é importante também para o abastecimento de poços, criação de animais, pesca e agricultura irrigada. “É muito bom ver assim o rio cheio. A passagem fica interrompida, mas essa água ajuda a elevar as águas dos poços. 

A gente ganha mais um ano para poder enfrentar o período de seca. Tem água para os animais e para o pasto”, pontuou o morador da região Renato Bezerra.

Com informações do Jornal A Praça.