terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Coração de menina de 7 anos que morreu no Piauí é transplantado em bebê do Ceará

Foto Reprodução 
O coração de Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, que morreu após sofrer um acidente com um quadriciclo em Teresina, foi transplantado com sucesso em uma bebê natural de Parambu, no interior do Ceará. A criança, de 1 ano e 8 meses, aguardava por um órgão compatível em Fortaleza.Foto: Reprodução

Marina faleceu no último sábado (21), após dias internada em estado grave em um hospital particular da capital piauiense. O acidente ocorreu em um sítio da família. Mesmo diante da perda, os pais autorizaram a doação dos órgãos, permitindo que outras vidas fossem beneficiadas.

Diagnóstico de cardiopatia dilatada

A receptora do coração é Sophia Vitória, diagnosticada com cardiopatia dilatada em novembro de 2024. A doença compromete o funcionamento do músculo cardíaco, que se enfraquece, se dilata e passa a bombear sangue de forma ineficiente, podendo evoluir para insuficiência cardíaca.


Natural do interior cearense, a família da bebê precisou se mudar para Fortaleza para acompanhar o tratamento em unidade hospitalar de referência. A criança estava internada e dependia de um transplante com urgência. O procedimento foi realizado com sucesso e representa uma nova perspectiva para a recuperação da paciente.

A mobilização para encontrar um órgão compatível era acompanhada com expectativa pelos familiares, que aguardavam na fila de transplantes por uma oportunidade.

Coração transplantado em bebê no Ceará

Após a confirmação da morte de Marina, os pais, a empreendedora Cynara Lopes e o tabelião Aurino Rocha, autorizaram a doação dos órgãos da filha. A decisão foi comunicada publicamente pela mãe, que agradeceu as orações recebidas durante o período de internação e informou sobre a escolha da família.

Marina tinha duas irmãs mais velhas. Na despedida, parentes e amigos realizaram uma homenagem com a soltura de balões brancos.

Além do transplante cardíaco realizado na bebê cearense, outros órgãos também foram destinados a pacientes que aguardavam na fila, ampliando o alcance do gesto de solidariedade.

O caso ganhou repercussão e evidenciou a importância da doação de órgãos, especialmente em situações pediátricas, nas quais a compatibilidade é mais restrita e a espera pode ser determinante para a sobrevivência dos pacientes.

Com informações do Portal GC Mais.