terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Eixão das Águas recebe mais R$ 623 milhões para concluir duplicação no Ceará

Foto Kid Junior
A obra de duplicação do Eixão das Águas, um grande canal de 256 km que liga o açude Castanhão à região de Fortaleza, está 51% concluída. Com previsão de término em dezembro deste ano, o canal deve alcançar 27 municípios e impactar no abastecimento de mais de quatro milhões de pessoas. Para isso, nesta terça-feira (27), a intervenção recebeu um novo aporte de R$ 623 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O anúncio ocorreu no Palácio da Abolição, durante a divulgação de investimentos do BNDES no Ceará. O evento teve a participação do governador Elmano de Freitas, do presidente do Banco, Aloizio Mercadante, e do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão.

Com a duplicação, autorizada no fim de 2024, a capacidade de transporte do Eixão passará de 11 m³/s para 22 m³/s (22 mil litros por segundo), aumentando a oferta de água do Castanhão para Fortaleza e Região Metropolitana, incluindo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

O trajeto do canal também atende três distritos industriais (Maracanaú, Horizonte e Pacajus) e os distritos de irrigação Jaguaribe-Apodi e Tabuleiro de Russas.

Segundo o Secretário dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH), Fernando Santana, quase R$ 500 milhões já foram aplicados, e o novo aporte de R$ 623 milhões deve assegurar a continuidade dos trabalhos. O montante total investido deve chegar a R$ 1,3 bilhão.

Atualmente, as frentes de trabalho mobilizam cerca de 800 trabalhadores e mais de 300 máquinas operando simultaneamente.

O cronograma prevê que os primeiros testes na estrutura ocorram já no final de março, mantendo a perspectiva de conclusão total da obra para dezembro de 2026. em anúncios anteriores, as gestões prometiam o término no segundo semestre deste ano.

“Nós vamos duplicar a capacidade de trazer água do Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza”, afirmou Santana ao Diário do Nordeste. “Isso é uma garantia de que, em um momento que a gente tenha escassez de chuva - porque nossas chuvas são irregulares -, a gente possa trazer água com muito volume do Castanhão”.

Com informações do Diário do Nordeste.