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| Foto Guilherme Silva/UFC |
Uma pesquisa inédita no Ceará mostrou que é possível monitorar microplásticos no mar usando um método sustentável, econômico e integrado à comunidade local: canoas havaianas do tipo Va’a, tradicionalmente usadas em esportes aquáticos. A técnica foi aplicada por pesquisadores brasileiros e portugueses, que identificaram os principais fatores ambientais que influenciam a distribuição desses resíduos no litoral cearense.
O estudo integra a dissertação de mestrado de Alexandre Dantas e foi conduzido pelo professor Tommaso Giarrizzo, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar/UFC). A equipe substituiu embarcações motorizadas, que são comuns em pesquisas desse tipo, por canoas movidas a remo, reduzindo custos, emissões de carbono e aproximando a pesquisa da comunidade esportiva.
Publicado na revista internacional Marine Pollution Bulletin, o trabalho revelou que a velocidade do vento é o fator que mais influencia a densidade de microplásticos na superfície da água. Em seguida aparecem o grau de urbanização da região e o volume de chuvas.
Com informações do Site Opinião CE.
