domingo, 2 de novembro de 2025

Rosemberg Cariry celebra 50 anos de cinema como farol para o Ceará

Foto: Cariri Filmes / Divulgação.
Os 50 anos de cinema do cineasta cearense Rosemberg Cariry, celebrados neste 2025, são também de lutas pelo desenvolvimento do audiovisual do Ceará e do Brasil e de reverência à cultura feita pelo povo.

Com mais de 10 longas e dezenas de curtas-metragens realizados ao longo da carreira, o diretor, roteirista e filósofo partilha com a coluna memórias dos anos iniciais de formação e atuação na área, avalia os desafios que passaram e os que ainda se impõem e adianta planos de celebração da trajetória, que incluem restauros de longas e mostra de retrospectiva.

Encontro de culturas

Nascido no município de Farias Brito em agosto de 1953, Rosemberg credita à efervescência da região do Cariri cearense a base na qual montou a própria carreira. As experiências no Crato e em Juazeiro do Norte, por exemplo, permitiram “vivência mais intensa com os grandes da cultura”.

Entre eles, figuras como Patativa do Assaré, Mestre Noza, dona Çiça do Barro Cru, Cego Oliveira, Irmãos Aniceto “e tantos outros”. Elementos “musicais, dramáticos, espetaculares, operísticos-populares” destes grandes influenciaram e fascinaram o diretor quando era ainda menino.

“Ao mesmo tempo, a gente via muito cinema”, avança. Dos filmes projetados pelos “cinemeiros ambulantes” ainda em Farias Brito ou pelos padres nas paredes da igreja, o encantamento foi se alargando.

A esses contatos iniciais, Rosemberg somou produções estrangeiras de vanguarda do começo do século XX e ainda obras brasileiras de diferentes épocas, como “Vidas Secas” (1963), “Mineirinho Vivo ou Morto” (1967) e “O Ébrio” (1943).

Com informações do Diário do Nordeste.