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| Foto Arquivo Pessoal |
Heine Kayan Agostinho Vieira Pitaguary só tem oito dias de vida, mas já é um personagem marcante da história do Ceará. Ele é o primeiro bebê a ser registrado com o nome da etnia na certidão de nascimento. O menino nasceu no último dia 16 de outubro, no município de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Incluir o nome do povo indígena Pitaguary é uma forma de fortalecer a luta identitária, afirma o pai de Heine Kayan, Madson Vieira, de 30 anos. “Para nós, é muito emocionante e gratificante conseguir esse feito. Nem eu, nem a Jennifer [mãe do bebê] não tivemos esse direito, mas hoje o Kayan pode e a gente está passando para ele”, disse ele em entrevista ao Diário do Nordeste.
O pequeno é fruto do relacionamento do professor da Escola Indígena Itá-Ara, na Aldeia indígena Monguba, em Pacatuba, a cerca de 36 km de Fortaleza, e Jennifer Agostinho, de 23 anos, comunicadora indígena e artesã.
“Foi muito emocionante [receber o registro]. Ficamos sem palavras mesmo. Saber que ele tem essa segurança porque a gente não sabe como vai ser daqui a 20 ou 30 anos dentro do território”, comenta a mãe. “Quando estiver maiorzinho, ele vai ter noção de pertencimento e ter orgulho de si e do seu povo”, complementa Madson.
Com informações do Diário do Nordestem
