quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Ceará chega a setembro com 49% da capacidade hídrica armazenada

Foto Divulgação/Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos
O Ceará chegou ao mês de setembro com nove bilhões de metros cúbicos (m3) de água armazenados em seus açudes. O valor corresponde a 49,07% da capacidade hídrica total do Estado, estimada em 18 bilhões de m3 e é 3,36% menor que o acumulado na mesma data de 2024, quando acumulava 52,43% do máximo possível.

Os dados foram coletados pelo O Povo durante esta última segunda-feira, 1°, e apontam para a redução do volume de água armazenada em oito das 12 bacias hidrográficas monitoradas pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Apenas as reservas do Alto Jaguaribe, Litoral, Curu e Serra da Ibiapaba tiveram acréscimo de água no comparativo entre o início dos meses de setembro de 2024 e 2025.

O assistente da diretoria de operações da Cogerh, Rodrigo Cavalcante, explica que é necessário analisar as diferentes características e cenários de cada bacia no Estado. Nas da região norte, por exemplo, como Coreaú e Metropolitana, a tendência é majoritariamente de melhores volumes, devido à maior concentração de chuvas próximo ao litoral do Estado.

Já em bacias mais ao sul, como a dos Sertões de Crateús e Banabuiú, os níveis são é mais inconstantes, e necessitam de monitoramento ano a ano, dependendo muito de uma quadra chuvosa em níveis mais elevados, como visto em 2024. 

Segundo Cavalcante, o nível atual dos açudes, em especial do Castanhão, ainda é suficiente para abastecimento do interior e transferências para a Capital, caso seja necessário.

"O açude Castanhão está com 26% da sua capacidade que é o suficiente para atender com segurança as demandas do vale do Jaguaribe, do Rio Jaguaribe, do eixão das águas, e caso seja necessário, uma transferência para a RMF, mas isso deve ser avaliado no início do próximo ano", pontua.

Com informações do O Povo.