sexta-feira, 11 de julho de 2025

Desenvolvido no Ceará, curativo de pele de tilápia deve chegar ao mercado em 2028

Foto: Natinho Rodrigues e divulgação/Projeto Pele de Tilápia
O curativo biológico feito a partir da pele de tilápia liofilizada deve passar a ser comercializado para empresas, hospitais e ao Sistema Único de Saúde (SUS) em aproximadamente três anos. 

A tecnologia cearense desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará (UFC) é voltada para o tratamento de queimaduras e de outras condições. 

Em junho, a instituição informou, em publicação no Diário Oficial da União (DOU), que o Grupo Biotec venceu a concorrência de oferta tecnológica e será responsável pela produção em larga escala do biomaterial. O edital para seleção foi aberto no início deste ano.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o médico Edmar Maciel, cirurgião plástico e coordenador geral da pesquisa da pele de tilápia na UFC, revelou que a previsão média é de que o curativo chegará ao mercado em 2028 — cerca de três anos após o fechamento oficial do acordo entre a empresa e a instituição.

"A Biotec, quando assinar o contrato, algo que deve acontecer até outubro, vai pegar esse produto, registrar na Anvisa, construir a fábrica, para, depois, comercializá-lo no Brasil e no Exterior."

Apesar da previsão de quando poderá estar nas prateleiras, ainda não há informações sobre qual será o preço cobrado pelo produto.

Com informações do Diário do Nordeste.