terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Cearense pós-doutora em Harvard explica como calor, melatonina e coronavírus longo podem afetar o sono

Poderia ser simples. Mas acordar renovado parece ser uma rotina limitada a poucos devido ao aumento dos transtornos do sono. A rotina estressante, o uso de medicamentos indutores de sono, os efeitos da Covid no sistema nervoso central e até o calor prejudicam essa ação, em teoria, natural.Foto Davi Rocha

É para esse contexto que a cearense Emmanuelle Sobreira, pós-doutora em sono pela Universidade de Harvard, uma das instituições de maior relevância dos Estados Unidos, se dedica durante toda a trajetória acadêmica. Psicóloga por formação, Neuropsicologia e Neurociência foram temas de aprofundamento na pós-graduação.

Emmanuelle faz parte do grupo de especialistas que busca respostas numa parceria entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade de Harvard.

Já nos primeiros casos de Covid, em 2020, os pesquisadores cearenses avaliam os sintomas neurológicos da Covid, como alterações cognitivas, problemas no olfato, dores de cabeça e transtornos do sono. Na UFC, os trabalhos são coordenados pelos professores Manoel Sobreira Neto e Pedro Braga da Faculdade de Medicina.

O grupo avalia cerca de 200 pacientes com sintomas ligados à Covid Longa – termo dado para sequelas que perduram meses após a infecção pelo coronavírus –, com o primeiro artigo publicado em 2022.

Com informações do Diário do Nordeste.