quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Metade dos 184 prefeitos do Ceará trocaram de partido desde a eleição em 2020

Foto Agência Brasil 
Ao menos 91 prefeitos cearenses começam o ano de 2024 em legendas diferentes daquelas pelas quais foram eleitos em 2020, além de pelo menos outros cinco gestores que deixaram os partidos que os elegeram e ainda buscam nova casa partidária. O reagrupamento do bloco governista, iniciado em 2022, ditou uma nova organização de forças no Estado, criando outra ala de oposição e influenciando os fluxos migratórios na política cearense.

Até o momento, quem mais perdeu representantes foi o PDT. De 66 eleitos no último pleito municipal, permaneceram 15. No início deste mês, dezenas de prefeitos deixaram a sigla e filiaram-se ao PSB, seguindo os passos do senador Cid Gomes. A legenda articula reforços para ganhar novo fôlego após a debandada.

O movimento iniciado em 2022 não só impôs desafios à sigla brizolista, como também abriu uma disputa por gestores na base governista. Com isso, o bloco aliado do Governo Elmano acomodou novos partidos, como o Republicanos, o Podemos e o PSB.

BLOCO GOVERNISTA

Os fluxos partidários nesse intervalo eleitoral beneficiaram o grupo político encabeçado pelo PT. A própria legenda, que acomoda nomes como o ministro Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas, ganhou 24 prefeitos filiados desde 2020, número que tende a aumentar com as articulações em curso.

O trunfo maior está com o PSB no momento. A legenda, sob direção de Eudoro Santana chegou a 60 prefeituras, com outros dois gestores filiados ao partido atualmente afastados da função. Esse número, mais O contingente petista e os filiados dos partidos aliados, forma um bolsão no entorno do Governo Elmano interessado na vitória nas urnas em outubro.

Além do PSB, somaram-se à coligação que elegeu Elmano ao Abolição (formada em 2022 por PT/PCdoB/PV, PP, MDB, PRTB, Psol/Rede e Solidariedade) Republicanos, PSD e Podemos desde 2023.

O Republicanos, com articulação de lideranças do bloco, passou a ser chefiado por Chiquinho Feitosa, após embates no PSDB e disputa pelo comando do União Brasil – ambas as legendas seguem na oposição. O Podemos, por interferência de Cid Gomes, outro aliado estratégico do grupo, foi para a gerência de Bismarck Maia, prefeito de Aracati.

Já o PSD disputou eleição ao Governo do Estado como adversário direto do PT – o presidente Domingos Filho foi candidato a vice-governador –, mas mudou de lado poucos meses depois.

Com informações do Diário do Nordeste.