segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Autista e surdo, jogador de 21 anos vira atleta profissional e estreia na elite do Campeonato Cearense

Foto Diario do Nordeste 
Quando o futebol entrou na vida de Caio Pedro da Silva, um novo mundo começou a se formar. O jogador encontrou no esporte um espaço de inclusão, além da chance de melhorar as condições financeiras. Autista e com surdez nos dois ouvidos, o jovem de 21 anos, formado na base do Horizonte, virou peça fundamental no retorno do time à primeira divisão cearense em 2024.

Campeão da Série B do estadual ano passado com o Galo do Tabuleiro, o lateral-esquerdo tem Marcelo, do Fluminense, e Filipe Luís, ex-Flamengo, time do coração, como referências na posição. Nesta temporada, ele se profissionalizou. O Diário do Nordeste acompanhou um dia de treinamento dele no Estádio Domingão, em Horizonte, cidade da Região Metropolitana.

“O autismo foi diagnosticado quando ele tinha quatro anos. Eu não queria aceitar. Por não entender as coisas direito por causa da audição, chamavam ele de doido. Muitas vezes ele não ficava na creche porque as crianças faziam bullying. Aí minha mãe disse: ‘procure mais conhecimento, vá a um especialista’. E fui. 

Acabou detectado também a perda auditiva de grau leve no lado direito e moderado no esquerdo, a dificuldade de falar e o déficit de aprendizado. Aí procurei e tinha na escola onde ele estudava, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Olimpio Nogueira Lopes”, revelou a mãe, Tatiana Barros, de 38 anos, que trabalha como serviços gerais na prefeitura do município.

Com informações do Diário do Nordeste..