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| Foto Jornal A Praça |
A produção começa ainda pela madrugada. Por volta das 3h, os operários iniciam a moagem da cana-de-açúcar. Não demora muito para a garapa descer até um grande reservatório, depois é despejada nos tachos em alta temperatura, até a retirada para o ponto de feitura do doce.
A produção da rapadura passa por algumas etapas. É um processo artesanal, rico, demorado. Tradição que é mantida pela família Clares, moradores da região do distrito de Suassurana, em Iguatu.
Todo processo é acompanhando de perto por seu Chico Clares, 84. O agricultor disse que sente orgulho em ver a tradição que aprendeu com o pai dele ser tocada pelos filhos, sobrinhos, amigos. “Começou com meu pai em 1943. Ele fez o primeiro engenho e de lá pra cá nós calejamos na moagem. Quando ele faleceu, os outros abriram da moagem.
Meu filho Estênio já era um rapazinho, disse que ia enfrentar. Mas depois o açude que tinha na propriedade foi embora, a gente desmanchou do outro terreno trouxemos para cá. Eu me orgulho de fazer essas moagens. Hoje está tudo diferente. Mas a gente vai fazendo”, relembrou seu Chico.
Com informações do Jornal A Praça.
